O extrato bruto das folhas da guaçatonga (Casearia sylvestris), uma árvore de médio porte comum na América do Sul, apresentou um grande potencial para o tratamento de úlceras gástricas de ratos. Testes realizados no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP mostrararam que, além de não alterar o pH do suco gástrico e não causar a contração da musculatura uterina, a substância agiu em todos os níveis de gravidade das ulcerações e reduziu a zero o nível de tais lesões.

Segundo o professor Jayme Antônio Aboin Sertié, do Laboratório de Farmacologia e Toxicologia do Departamento de Farmacologia do ICB, a maioria dos medicamentos utilizados para tratar úlcera provoca a alteração do pH do suco gástrico, o que pode facilitar a entrada de bactérias oportunistas, como a Helicobacter pylori (H.pylori), além de também ativar a pepsina, enzima responsável por digerir proteínas.

Outra vantagem da planta é a ação em todas as fases da doença, ou seja, ela age em úlceras leves, moderadas e graves. A guaçatonga também apresenta intensa atividade citoprotetora, que é um sistema autoprotetor que impede a autodigestão do estômago. "Alguns antiulcerosos citoprotetores agem apenas nas úlceras médias e profundas", afirma o professor. Essas drogas, segundo Sertié, provocam contração da musculatura uterina, como ocorre com o cytotec, medicamento proibido por ser usado como abortivo. "Este é mais um aspecto positivo apresentado pelo extrato da Casearia sylvestris: não provocou contrações da musculatura uterina nos animais testados", esclarece.

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